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Prêmio Mulheres Soberanas homenageia trajetórias marcantes da história da Fenachim

  • Foto do escritor: Traço D
    Traço D
  • 10 de mai.
  • 2 min de leitura

Cerimônia promovida pela Associação das Soberanas reconheceu o legado de Cloé Reis de Azambuja e Beatriz Regina Krug Colombelli


A Associação das Soberanas da Festa Nacional do Chimarrão promoveu, no fim da tarde deste sábado, 9 de maio, a segunda edição do prêmio Mulheres Soberanas, durante a programação da 18ª Fenachim. A cerimônia ocorreu na Casa de Cultura Cloé Reis de Azambuja — espaço conhecido carinhosamente como Palácio das Soberanas durante o período da festa — e reuniu ex-presidentes da Fenachim, autoridades municipais, atuais e ex-soberanas, além de familiares das homenageadas.


A homenagem reconhece personalidades que tiveram atuação de destaque nas edições da Festa com Sabor do Rio Grande, especialmente na trajetória das soberanas do maior evento de Venâncio Aires. Nesta edição, receberam o reconhecimento Cloé Reis de Azambuja (in memoriam) e Beatriz Regina Krug Colombelli, duas mulheres cujas histórias se entrelaçam com a construção e fortalecimento da festa ao longo das décadas.


Beatriz Colombelli construiu uma trajetória marcada pelo envolvimento com a cultura, o tradicionalismo e a comunidade venâncio-airense. Sua ligação com a Fenachim começou ainda na primeira edição, em 1985, quando atuou na preparação das candidatas e integrou a organização do evento. Também participou do cerimonial do concurso que elegeu as primeiras soberanas da festa, ao lado de Walter Kuhn, além de integrar a Comissão Social e de Divulgação. Ao longo dos anos, manteve participação ativa em diferentes edições da Fenachim.


Já Cloé Reis de Azambuja (in memoriam) foi uma das grandes referências culturais de Venâncio Aires. Sua contribuição à Fenachim foi significativa principalmente nas primeiras edições, atuando na organização e no desenvolvimento das programações culturais. Reconhecida pelo comprometimento com a comunidade, deixou um legado que segue vivo na memória cultural do município.


A homenagem destinada à Cloé foi entregue ao neto, Arthur de Azambuja. Em seu pronunciamento, ele agradeceu o reconhecimento ao legado da avó. “Muito obrigada pela homenagem a tudo que a vó Cloé representou e, também, ao seu legado, que segue até hoje”, destacou.


Emocionada, Beatriz Colombelli relembrou os primeiros anos da Fenachim e a convivência com as soberanas. “Dividir esta homenagem com uma das minhas mestras, Cloé, justamente neste espaço que leva seu nome, é uma dádiva. Não fiz este trabalho esperando reconhecimento, mas se assim acharam por certo, aceito e agradeço”, afirmou. Ela também compartilhou a homenagem com o esposo e familiares presentes no evento.


A presidente da Associação das Soberanas, Letícia Wachholz, destacou o significado do prêmio e das homenageadas para a história da Fenachim. “Muito além de coroas e faixas, o que de fato é uma mulher soberana? Cloé e Beatriz não usaram coroas e faixas, mas escreveram seus nomes na história por serem mulheres à frente do seu tempo e por fazerem a diferença”, ressaltou.


O prêmio Mulheres Soberanas reforça o propósito da Associação das Soberanas de valorizar histórias, reconhecer trajetórias e preservar a essência da Fenachim, especialmente em uma edição que celebra os 40 anos da festa.


Fotos: Guilherme Figueiredo/Traço D
Fotos: Guilherme Figueiredo/Traço D


 
 
 

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